Transações
com cartões de crédito devem superar cheques em 2006
O desempenho da indústria de cartões de crédito
deve encerrar 2005 com os melhores resultados da década.
A projeção é de um faturamento da ordem de
R$ 127,6 bilhões e crescimento de 27,1% sobre o ano anterior.
Em termos reais (descontada a inflação) a expansão
será de 20,4% sobre o resultado de 2004. Em volume de transações
os plásticos devem atingir a marca de 1,45 bilhão
e 66 milhões de unidades em circulação. Apoiado
nestes números, Fernando Chacon, diretor-executivo de marketing
da Credicard, diz que os cartões de crédito devem
ultrapassar os cheques em volume de transações já
a partir de 2006.
“Os consumidores estão migrando suas formas de pagamento
dos cheques para os cartões pela praticidade e segurança
que o plástico oferece. A inclusão do segmento de
baixa renda tem sido um dos principais impulsionadores deste setor.
O meio eletrônico responde hoje por 11,7% dos pagamentos no
total do consumo privado no Brasil”, conta. Entre 2000 e 2005,
a compensação de cheques caiu 25,4% (de 2,6 bilhões
para 1,9 bilhões), enquanto que os cartões de crédito
cresceram 98,9%, passando de 731 milhões para 1,4 bilhão.
A entrada da camada de baixa renda da população (com
rendimento R$300 e R$500) no segmento de cartões de crédito
e a migração dos cartões private label para
os bandeirados são apontados pelo diretor da Credicard como
dois pontos chaves para os resultados recordes. Ele comenta que
entre 2004 e 2005 o Brasil agregou mais de 22 milhões de
unidades de cartões em circulação. “Este
acréscimo em apenas dois anos demonstra que o setor ainda
tem um grande potencial a ser explorado. Habitualmente, o consumidor
brasileiro tem – em média – 2,1 cartões
por portador”, ressalta.
O executivo diz que as parcerias entre as administradoras de cartões
de crédito e o varejo e os esforços conjuntos das
redes adquirentes em ampliar a base de aceitação dos
meios eletrônicos de pagamento têm contribuído
para a expansão dos negócios. De acordo com Chacon,
a população baixa renda representa 20% do total do
mercado de cartões de crédito. “No ano passado,
este segmento totalizou uma base de 10,5 milhões de cartões,
respondendo por um faturamento de R$6,6 bilhões”.
Outro dado importante fica por conta de serviços agregados
ao plástico. Parcelamento da fatura, pagamento de contas
e parcelamento sem juros são opções que o consumidor
passou a ter a partir da pulverização dos cartões
de crédito como meio de pagamento e financiamento. Pesquisa
da Credicard, intitulada “Indicadores do Mercado de Meios
Eletrônicos de Pagamento”, mostra que no Brasil 82,3%
dos portadores de cartões utilizam o parcelamento sem juros.
Cartões continuam em alta em 2006
Estimativas da Credicard mostram que o mercado brasileiro de cartões
de crédito deverá registrar forte expansão
também em 2006. Com uma base de crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto) da ordem de 3,4% é esperado que o volume de
transações chegue a R$ 155,6 bilhões, incremento
de 22% sobre este ano. O crescimento real deverá ficar em
16,6%.
Entre os principais fatores que devem contribuir para este cenário
estão a ativação dos novos cartões emitidos
em 2005 e o aumento no número de estabelecimentos credenciados
fora dos grandes centros urbanos. A participação dos
cartões no consumo privado nacional deverá representar
13,2%.
Fonte: portal Partner Report - edição de 13/12/2005 - Heloisa
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