Japoneses
querem substituir cartão de crédito por celular
As
operadoras japonesas de cartões de crédito, lideradas
pela maior empresa do setor no país, a JCB, formaram uma
aliança na terça-feira para promover um padrão
que permita o uso de celulares em lugar de cartões de crédito
no pagamento de produtos e serviços. A organização,
que inclui igualmente as operadoras de telefonia móvel KDDI
e a subsidiária japonesa da Vodafone, anunciou que pretende
estabelecer uma infra-estrutura para promover o uso mais intenso
do sistema, chamado QUICPay, acionado por um chip inteligente produzido
pela Sony.
Os usuários dos cartões de crédito das operadoras
mais conhecidas poderão usar seus celulares para pagar produtos
em qualquer loja equipada com uma leitora QUICPay. O valor da compra
será acrescentado à fatura de seus cartões
de crédito convencionais. Os chamados "celulares carteira"
têm por objetivo último substituir o uso de cédulas,
cartões de crédito, cartões de identificação
e passagens aéreas ou de trem em formato eletrônico.
As operadoras de cartões de crédito esperam que a
conveniência oferecida por um celular capaz de realizar pagamentos
incentive o uso de cartões em um país em que menos
de 10% das compras são pagas dessa maneira.
As operadoras de telefonia móvel esperam que o novo recurso
também lhes propicie mais receita, além de reforçar
a lealdade de seus assinantes. Embora todas as operadoras de telefonia
móvel devam oferecer celulares dotados desse recurso até
o final do ano, a NTT DoCoMo, maior empresa japonesa do setor, até
agora está em vantagem, porque lançou o primeiro celular
para pagamentos, no ano passado, cerca de um ano à frente
de seus concorrentes. A DoCoMo, que já vendeu mais de 5 milhões
de celulares com essa capacidade, anunciou em abril que investiria
na operadora de cartões de crédito do Sumitomo Mitsui
Financial Group, sob um acordo de desenvolvimento de serviço
de pagamento eletrônico pelas duas empresas. A nova organização
negou que sua decisão seja reação à
parceria entre DoCoMo e Mitsui, e disse que estava aberta a adesões
de todos os interessados.
No entanto, a maior operadora de telefonia móvel e a segunda
maior operadora de cartões de crédito do Japão
não constam da lista de associados, que inclui 39 membros
até agora.
Fonte: boletim Invertia - edição de 26/10/2005