Good
Card defende se mercado
Uma
bandeira brasileira, fincada em território dominado por multinacionais,
está terminando 2005 como uma das sensações
do mercado de cartões de crédito. Inicialmente focada
na gestão de cartões de benefícios (vale refeição,
alimentação, etc.), a gaúcha Good Card consolidou-se
como administradora independente de cartões. Para isso, costurou
um modelo de negócios próprio a partir de experiências
bem-sucedidas do setor. Um movimento concreto foi a aproximação
com um banco, o BGN, para pegar carona na onda do crédito
consignado. Em seguida veio a sua principal tacada – a parceria
fechada com o varejista português Sonae, controlador dos supermercados
BIG e Mercadorama. De lá para cá, a chamada taxa de
ativação (uso efetivo) dos cartões de crédito
emitidos pela rede saltou de 17% para 40%. Com esta política
de alianças, a Good Card montou uma base de 1,3 milhão
de plásticos. E elevou seu faturamento de R$ 4 milhões
em 2000 para R$ 340 milhões neste ano, um crescimento de
nada menos que 840% – com planos de atingir R$ 1 bilhão
ao final de 2007.
“Desenhamos o cartão de acordo com as necessidades
do cliente”, explica Marco Antonio Bandeira, diretor da Good
Card. Para evitar, por exemplo, que o cliente conquistado nas lojas
do varejista parceiro use o cartão para fazer compras na
concorrência, a administradora gaúcha cria redes limitadas
para a utilização de seus produtos: uma só
cadeia de supermercados, uma de farmácias e uma de postos
de gasolina. “A Good Card, naturalmente, não tem a
capilaridade de uma Visa”, observa o consultor Alessandro
Galvão, da BottomLine. “Ela ganha mercado cobrando
uma taxa de administração menor e oferecendo produtos
mais flexíveis.
Fonte: revista Isto É Dinheiro - edição de 24/10/2005
- Aline Lima