Venda
de seguro de vida deve dobrar
As vendas de seguros de vida podem dobrar em cinco anos, mesmo que
não haja abertura no mercado de resseguros, afirmou ontem
o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep),
João Marcelo Máximo dos Santos. "Com a abertura
do mercado de resseguros, então, o céu é o
limite", disse o diretor, em almoço promovido pela Câmara
de Comércio Americana (Amcham-Rio).
Apesar dessas declarações deixarem implícita
a possibilidade de não ocorrer a abertura para outras resseguradoras
atuarem no Brasil, além do IRB-Brasil Re, Santos enfatizou
em sua apresentação que preparar o mercado das seguradoras
para a abertura nos resseguros foi uma das motivações
principais para as mudanças ocorridas na regulamentação
de seguros de vida.
Outras razões, ligadas à essa, foram dar mais liberdade
às seguradoras no desenvolvimento de produtos e negócios
e mais transparência nas suas relações com os
consumidores. Santos explicou que suas previsões de crescimento
do mercado de seguro de vida se baseiam em comparações
entre os números do setor no Brasil e em outros países
e também no custo do produto.
"O seguro de vida pode ser muito mais barato e tem uma função
social relevante", disse. Para ele, a mudança na definição
de invalidez "é um caminho" para melhorar a imagem
do setor. E explicou que não só foi vedada a definição
da circular Susep 1792, na qual de que a invalidez seria a incapacidade
para "toda e qualquer atividade laborativa", como também
ela passou a ser proibida nos novos contratos das seguradoras, sendo
permitido qualquer outro conceito.
Fonte: jornal Tribuna da Imprensa - edição de 05/10/2005