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Preocupadas em incrementar o faturamento

Preocupadas em incrementar o faturamento, as redes de varejo de Santa Catarina seguem agora os passos dados pelas grandes redes nacionais e procuram fidelizar o cliente oferecendo produtos financeiros. A Lojas Salfer fechou acordo de vendas de consórcios com a empresa União, do Paraná, e as Lojas Koerich e a Pontolar, também especializadas na venda de eletrodomésticos e móveis, pretendem lançar o cartão próprio até o fim do ano.

As inovações são vistas como instrumentos de fidelização. As empresas estão dando preferência à administração própria do cartão, sem parceria com bancos ou financeiras.

De acordo com o diretor de marketing da Pontolar, André Hirt, há preferência por um cartão com administração própria pela proximidade com o cliente. "Seremos menos rigorosos na aprovação do crédito e nos atrasos", disse. O cartão da varejista com sede em Blumenau terá crédito pré-aprovado e deve permitir o parcelamento de compras, agilizando os procedimentos do crediário.

O consultor na área de varejo Eugênio Foganholo, da empresa paulista Mixxer, diz que o cartão é um instrumento relativamente novo no Brasil e não acha que as redes catarinenses estejam atrasadas. Ele acredita que as iniciativas têm um outro indicador: denotam ajustes e aprimoramentos para competir em condições no mínimo semelhantes às redes consideradas nacionais.

A Pontolar ainda não tem estimativas das vendas que poderão vir a ser feitas com o cartão. Hoje, 85% dos negócios são financiados via carnê de pagamento. A fase de testes do novo mecanismo de vendas começa neste mês e a efetiva implantação está prevista para o segundo semestre.

A Lojas Koerich, pertencente à família Koerich, também estuda o lançamento de um cartão próprio ainda este ano. De acordo com Antônio Koerich, diretor-geral da empresa, a idéia é oferecer um cartão próprio, que poderá funcionar como cartão-fidelidade e de crédito ao mesmo tempo.

Hoje, a maior parte das vendas da Koerich é financiada com carnê. A rede, que ampliou em 20% o faturamento de 2004 em relação a 2003, tem previsão de crescimento de 15% em 2005. "Existe ânimo para 2005. Se tudo o que se espera da economia acontecer, teremos mais confiança no emprego", diz.

A Salfer, que já tem cartão de fidelidade, decidiu iniciar neste mês as vendas com consórcio. A estimativa do diretor corporativo da Salfer, Valdemiro Hafemann, é de que, em dois anos, 10% das vendas sejam feitas por esse novo meio. Hoje, 80% das vendas tem financiamento próprio.

Segundo Hafemann, o consórcio vem a calhar em um momento de aumento de taxas de juro, já que é uma ferramenta de crédito na qual não incidem juros. "Estamos seguindo as redes nacionais. Estamos um pouco atrasados, mas na medida em que a procura por isso passou a ser mais forte, decidimos pela implantação", diz. No momento, ele informa que está sendo feita a adaptação de software e treinamento de pessoal.