Cartão
de Fidelidade: Traga o seu cliente para dentro de casa
Conhecer, conquistar
e fidelizar o consumidor; diferenciar-se na região, oferecer
benefícios, competir com as grandes redes, entre outros itens,
são regras básicas de sobrevivência para o pequeno
e médio varejo.
Nesse panorama, os cartões de fidelidade, de relacionamento,
especial, preferencial e private label são algumas das inúmeras
formas de se dizer "torne-se fiel ao meu negócio".
Mas não é só pedir a
fidelidade, é preciso oferecer produtos, descontos, prêmios
e serviços para seduzir o consumidor e torná-lo um
cliente. Por outro lado, tê-lo fiel é a oportunidade
que você terá para conhecer quem vai a sua loja; seus
hábitos e freqüência; seus gastos médios,
marcas favoritas e alternativas; e, principalmente, é um
termômetro para medir se suas campanhas de marketing do tipo
"leve 3 e pague 2" são eficazes, como retorno positivo
ao caixa.
As experiências obtidas por algumas empresas mostraram que,
em determinados casos, o aumento do tíquete médio
foi da ordem de 30% ao mês, chegando aos patamares de 75%
ao ano, mas tudo isto de nada vale sem as campanhas de marketing.
As áreas devem andar juntas na concepção do
produto cartão. Sim, as áreas devem andar juntas!
Recomenda-se que as áreas operacionais entendam as ações
que a empresa está implementando, e todas as demais se envolvam
em um único sinergismo, com o objetivo de levar este "produto"
ao sucesso.
Isto significa, por exemplo, que a área comercial se responsabilizará
pelas ações comerciais na loja, focando no portador
do cartão. Caberá a esta área selecionar rotineiramente
os melhores produtos com melhor liquidez para o varejo, ofertando
pontos extras, campanhas do tipo "compre este, leve aquele".
A área financeira deverá acompanhar a evolução
financeira do produto cartão, bem como sua rentabilidade.
Observará o aumento do tíquete médio e os impactos
de lucratividade com que este produto retornará ao estabelecimento.
A área operacional garantirá o funcionamento e a manutenção
das operações nas lojas.
O marketing, dentro deste enfoque, assume um papel de suma importância
no processo, pois observará o comportamento de seus clientes
e criará campanhas direcionadas, observará o concorrente
e "tomará" a sua dianteira no tocante às
inovações que o estabelecimento poderá realizar.
Se uma destas áreas não acompanhar o processo, poderá
comprometer o produto e desestimular o portador ao uso do cartão.
Mas o grande salto no resultado de sucesso do cartão de fidelidade
é a possibilidade de vislumbrar a implantação
de um cartão de crédito próprio. Se as grandes
redes já oferecem este serviço, a oportunidade está
em você também agregá-lo à sua loja.
Conceder crédito próprio para seus consumidores requer
estudos profundos e isto, todos sabem, demanda tempo e análises.
Portanto, seguindo algumas recomendações, devemos
começar com um cartão de fidelidade/relacionamento,
onde se observam perfis do tipo: cadastro completo do cliente, suas
formas de pagamento, seus hábitos de compra, itens adquiridos,
satisfação, tíquete médio, entre outros
itens. A partir desses dados obtidos pelo cartão fidelidade,
num período médio de seis meses, torna-se possível
identificar os clientes potenciais para se oferecer um cartão
de crédito, de forma segura e com baixos riscos de inadimplência.
Além disso, você poderá identificar ações
mais focadas, direcionadas para o seu público, bem como,
juntamente com seus parceiros fornecedores, lançar novos
produtos, aumentar a venda de itens que não saíram,
enfim, alcançar o sonho de todo estabelecimento, ter seus
caixas trabalhando "full-time" e fazendo com que o consumidor
se torne fiel ao seu negócio. Portanto, começe a trazer
o seu público para dentro de casa antes que seu vizinho o
faça!
Fonte: Revista SuperGiro - Ano VII nr.84 - Abril/2003